Tratamento em São José do Rio Preto

Hérnia de disco tem tratamento sem cirurgia?

Na maior parte dos casos, sim. As diretrizes clínicas atuais indicam o tratamento conservador, sem cirurgia, como primeira escolha para hérnia de disco que não apresenta sinais neurológicos graves. A cirurgia fica reservada para situações específicas, como perda de força progressiva ou dor incapacitante que não responde ao tratamento conservador ao longo do tempo.

  • conservadorPrimeira escolha
  • casos específicosCirurgia
  • 60 minAvaliação inicial

O que é uma hérnia de disco?

Entre uma vértebra e outra existe um disco intervertebral, que funciona como amortecedor. Ele tem uma parte externa mais firme e um núcleo interno gelatinoso. Quando esse núcleo se desloca e ultrapassa os limites do disco, temos a hérnia.

O termo protrusão descreve um estágio anterior, em que o disco se projeta mas ainda mantém o anel externo íntegro. Na prática clínica, o que define a conduta não é o nome no laudo, é o que aquela alteração está causando: se comprime uma raiz nervosa, se gera dor irradiada, se há perda de força ou de sensibilidade.

Nem toda hérnia de disco causa dor

Esse é um dos pontos que mais causa angústia depois de um exame. É frequente encontrar alterações de disco em ressonâncias de pessoas que não sentem dor nenhuma, e essa proporção aumenta com a idade, parte dessas alterações faz parte do envelhecimento natural da coluna, como cabelo branco ou ruga.

A consequência prática é importante: encontrar uma hérnia no exame não significa, sozinho, que ela é a causa da sua dor. O laudo precisa ser interpretado junto com o exame clínico. É por isso que dois pacientes com imagens parecidas podem ter quadros completamente diferentes, e precisar de condutas diferentes.

Quando a cirurgia é realmente indicada?

A indicação cirúrgica é feita por médico e existe em situações bem delimitadas. Procure avaliação médica com urgência se houver:

  • Perda de força progressiva na perna, no pé ou no braço
  • Dormência na região genital ou entre as pernas (região da sela)
  • Perda de controle de urina ou de intestino
  • Dor intensa que não cede de forma alguma, inclusive em repouso

Fora desses cenários, a orientação das diretrizes é iniciar pelo tratamento conservador e acompanhar a resposta ao longo do tempo antes de considerar cirurgia.

O que o tratamento conservador envolve?

O objetivo é reduzir a compressão e a irritação da estrutura envolvida, devolver mobilidade ao segmento e reconstruir a capacidade de sustentação da coluna, para que a região pare de ser sobrecarregada no dia a dia.

Na prática, o plano costuma combinar terapia manual para a mobilidade articular, liberação miofascial para a musculatura que está em proteção constante, exercícios progressivos de estabilização, e ajustes na rotina: como sentar, como pegar peso, como dormir, quanto tempo permanecer em cada posição.

A conduta é individual. Duas pessoas com o mesmo diagnóstico de hérnia podem receber planos bastante diferentes, dependendo de onde está a limitação de cada uma.

Quanto tempo leva o tratamento?

Não há um número fixo, e desconfie de quem der um antes de avaliar. O tempo depende de quanto tempo o quadro existe, do grau de comprometimento, da idade, do nível de atividade física e da adesão às orientações entre as sessões.

O que é possível dizer com honestidade é que o plano é reavaliado periodicamente. Se a resposta não estiver acontecendo como esperado, a conduta é revista, e, se for o caso, o encaminhamento médico é feito.

Perguntas frequentes

Quiropraxia pode ser feita em quem tem hérnia de disco?
Depende do caso e do estágio. Existem técnicas manuais adequadas para quadros com hérnia e outras que não são indicadas. É exatamente isso que a avaliação clínica define antes de qualquer conduta, inclusive se o caso deve ser encaminhado para avaliação médica primeiro.
A hérnia de disco pode diminuir sozinha?
O organismo tem mecanismos naturais de reabsorção, e é documentado que parte das hérnias reduz de tamanho ao longo do tempo. Isso não acontece em todos os casos nem em prazo previsível, então não é algo que se possa prometer.
Vou precisar parar de trabalhar?
Na maioria dos casos, não. O que costuma ser necessário são ajustes: pausas, mudança de postura ao longo do dia, adaptação de mobiliário e cuidado com determinados esforços por um período. Afastamento é uma decisão médica.
Já operei e a dor voltou. Ainda tem o que fazer?
Sim, e é uma situação frequente. A cirurgia trata a estrutura, mas não necessariamente o padrão de movimento e a sobrecarga que contribuíram para o quadro. Nesses casos a avaliação investiga o que ficou sem tratamento, respeitando sempre as orientações e limites definidos pelo cirurgião.

Avaliação em São José do Rio Preto

A conduta para o seu caso só pode ser definida depois de uma avaliação presencial. Se algum ponto deste texto descreve o que você sente, me chame no WhatsApp e me conte o que está acontecendo.

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Dr. Hualisson Cardoso

Conteúdo revisado por Dr. Hualisson Cardoso, Fisioterapeuta - CREFITO-3 nº 176495-F. Atualizado em 6 de outubro de 2026.